O secretário-geral do PS, António Costa, pediu hoje aos portugueses “um voto de confiança ao Governo” nas eleições europeias de maio, salientando que o desejo da oposição é pedir um “cartão vermelho” ao executivo que lidera.

“Eles [oposição] bem nos querem derrubar e ainda não tiveram a coragem de dizer o que verdadeiramente desejam pedir, que é um cartão vermelho ao Governo. Mas eu quero ser muito claro: quem não deve não teme e se eles não têm coragem de pedir um cartão vermelho, pois eu não tenho medo de dizer, eu quero pedir um voto de confiança a este Governo, a esta governação, nestas eleições para o Parlamento Europeu”, referiu António Costa.

Falando num jantar comício em Braga, perante cerca de 800 pessoas, o secretário-geral do PS e também primeiro-ministro pediu aos portugueses o voto no PS, para “darem força” ao Governo e à Europa.

Na sua intervenção, Costa acusou os partidos de direita de, nesta pré-campanha, à falta de assuntos para criticar o Governo e a lista socialista, se limitarem “a fazer ataques pessoais”.

O secretário-geral socialista não perdeu a oportunidade de criticar as recentes propostas do PSD em matéria fiscal, nomeadamente a subida do IVA da restauração e a criação de uma coleta mínima no IRS, que, segundo disse, levaria a que os 2,5 milhões de famílias que atualmente estão isentas, por terem rendimentos muito baixos, passassem a ser abrangidas por aquele imposto.

“Isto é injustiça, isto é imoral, isto é o verdadeiro PSD que se apresenta a estas eleições”, apontou.

Numa comparação entre os cabeças-de-lista do PS e do PSD, Costa disse que Pedro Marques “tem muito trabalho feito ao serviço de Portugal e dos portugueses”, enquanto o social-democrata Paulo Rangel “nada de útil fez por Portugal” no Parlamento Europeu.

“Quem já deu provas de trabalhar cá, vai trabalhar lá”, disse ainda António Costa.

Em relação à lista do PS, Costa disse que é “paritária à séria” e destacou a sua “abertura”, com três independentes nos dez primeiros lugares.

Pedro Marques, por seu turno, acusou o PSD de estar a levar a cabo uma campanha de “mentiras, enganos e falsidades”, sem se “chegar à frente” com qualquer proposta para a Europa.

“Não têm uma única proposta para a Europa para apresentar”, criticou, sublinhando que “o PS merece uma grande vitória pelo trabalho que fez em Portugal”.

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