Entrevista cedida ao Tribuna Alentejo a 17 de abril de 2019

No debate conjunto sobre a criação do Programa Horizonte Europa, da definição das suas regras de participação e difusão, bem como do seu Programa de Execução, o Eurodeputado Carlos Zorrinho saudou no hemiciclo de Estrasburgo a “articulação” destes diplomas com o programa Europa Digital, que também será votado nesta sessão.

Reconhecendo que o mandato financeiro não está ainda fechado para o período 2021/2027 para este conjunto de programas, que deverá mobilizar cerca de 130 000 milhões de euros, o Deputado socialista ao Parlamento Europeu salientou os aspetos por si considerados “muito positivos” resultantes da sua aprovação.  

“A convergência, que conjuga competitividade e coesão e define que o progresso de cada País ou território, beneficia a União Europeia como um todo”, foi o primeiro aspeto a ser referido por Zorrinho que também vê “a inclusão e a redução de assimetrias que fortalece a capacidade interna da União e a projeção externa do seu potencial” como outro domínio relevante.

De acordo com o Eurodeputado socialista, por um lado “a autonomia estratégica em rede, que permite que o potencial de afirmação global da União resulte das múltiplas capacidades e competências desenvolvidas de forma descentralizada”, por outro “o  compromisso de todos os projetos com um código ético de proteção dos valores e dos direitos partilhados na União Europeia”, constituem fortes razões para dar o seu apoio a programas que contribuem também “para o combate às alterações climáticas” e que colocam “as pessoas no centro de todas as estratégias de investigação e de inovação”. 

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