OESTE

REGIÃO DE AVEIRO

REGIÃO DE LEIRIA

VISEU DÃO LAFÕES

BEIRA BAIXA

MÉDIO TEJO

BEIRAS E SERRA DA ESTRELA

CENTRO

Representando 22% do território português, o Centro abrange zonas tão díspares como o Oeste e a Beira Baixa. O clima, a geografia, a economia e as indústrias diferem igualmente. É no Centro que se concentra a maior parte da indústria de lanifícios, e é também no Centro que estão três dos mais importantes portos do país: Aveiro, Figueira da Foz e Peniche. A Universidade de Coimbra, fundada em 1290, é das mais antigas no mundo. Como consequência dos incêndios, em 2017 que atingiram a região centro, o Fundo de Solidariedade da União Europeia (EU) atribuiu 50,6 milhões de euros a Portugal para ajuda; o Programa Operacional foi alterado para redirecionar 45 milhões de euros para as regiões afetadas; e o Fundo de Desenvolvimento Rural aumentou o montante destinado à prevenção de incêndios para 22 milhões.

 

Exemplos de iniciativas e projetos apoiados pela Europa

 

  • As Aldeias Históricas têm sido recuperadas desde 1994, com apoio de fundos europeus. Foram reabilitadas 12 aldeias, apostando nas suas valências históricas, geográficas e regionais. Para o período de 2016-2018, o financiamento eleva-se a 2.5 milhões de euros. Depois da recuperação, o foco está em medir o impacto do turismo em territórios de baixa densidade; é o que a Universidade de Aveiro e outros parceiros pretendem com o projeto PlowDeT, financiado em 85% pelo FEDER.

 

  • Projeto Terras Altas de Portugal: com o objetivo de promover internacionalmente – e exportar – as pequenas produções tradicionais de excelência, este projeto abrange vários distritos e foi financiado em 487 mil euros.

 

  • Também inter-regiões, os projetos da Associação Cluster Portugal Mineral Resources pretendem realçar as capacidades ornamentais e de construção da pedra portuguesa em contexto internacional. Com projetos aprovados desde 2010, um dos mais recentes diz respeito à internacionalização da marca StonePT e foi financiado por fundos europeus em 780 mil euros.

OESTE

O Oeste é uma região privilegiada. De terras férteis, afamada pela sua fruta, com tradição moleira e proximidade do mar. Exemplos de produtos da região são a Ginja de Óbidos, a Pera Rocha, o Pão-de-ló de Alfeizerão.

Arruda dos Vinhos foi um dos 34 municípios, entre 2011 e 2016, que registou um aumento na taxa de crescimento da população; Alcobaça é onde se concentra a maior parte das explorações agrícolas do Oeste e em Alenquer o maior tecido empresarial. Peniche é um dos principais portos de pesca portugueses. A Nazaré é, hoje em dia, um destino turístico mundial para surfistas de ondas gigantes.

 

Exemplos de iniciativas e projetos apoiados pela Europa

 

  • Na internacionalização de PMEs e ajuda ao emprego local, a Trigo d’Aldeia, empresa de panificação, investiu numa nova fábrica no Bombarral, com o objetivo de aumentar a produção e exportação e prevendo 40 novos postos de trabalho. O investimento total é de 2,8 milhões de euros, sendo comparticipado por fundos europeus em 70%.

 

  • A Noras Performance, empresa tecnológica, desenvolveu a Bóia U Safe, uma bóia telecomandada que permite o salvamento de náufragos de forma rápida e segura. O projeto para otimização dos modelos de bóias teve comparticipação de fundos europeus em 70%.

 

  • A construção do Centro escolar da Atouguia da Baleia dá resposta às necessidades da população em termos de investimento na educação e oferta pública na área do pré-escolar.

 

  • O Dino Parque nasceu na Lourinhã, uma das regiões da Europa mais ricas em dinossauros, com financiamento europeu de 2 milhões de euros. O museu e as atividades culturais e educativas mostram os modelos e fósseis de dinossauros, com destaque para as espécies únicas descobertas na Lourinhã.

REGIÃO DE AVEIRO

A Região de Aveiro é composta por 11 concelhos, sendo a cidade de Aveiro a que mais se destaca, conhecida turisticamente como a Veneza de Portugal e pela sua Universidade. Segue-se Ovar, como um centro urbano com um nível elevado de indústria, fazendo com que estas duas cidades tenham uma maior influência sobre os municípios vizinhos. Os remanescentes são áreas com menos influência, limitando-se à influência entre concelhos.

 

Exemplos de iniciativas e projetos apoiados pela Europa

 

  • A requalificação de edifícios e equipamentos urbanos traduz-se, geralmente, em melhores condições de vida para a população. Nesta área, temos como exemplos de projetos financiados pela União Europeia: a requalificação do Mercado Municipal de Albergaria-a-Velha; e a requalificação urbana do espaço envolvente à Biblioteca Municipal de Anadia, ambos os projetos comparticipados em 85%.

 

  • Em Águeda, o projeto LIFE Ações de Conservação e Gestão para peixes migradores na bacia hidrográfica do Vouga foi comparticipado em 60% e visa melhorar o habitat de peixes como o sável e a lampreia-marinha. É um projeto plural, com uma equipa constituída pelos municípios de Águeda e Mora, pela Universidade de Évora e várias empresas.

 

  • Dois exemplos na área de competitividade das Pequenas e Médias Empresas (SME): a empresa Miranda & irmão, que começou como loja de bicicletas nos anos 40, hoje desenvolve e fornece componentes de bicicletas para França, Países Baixos e Alemanha, representando a inovação tecnológica e internacionalização das SMEs. O projeto de um novo portfólio de componentes para bicicletas foi financiado em 70%; e a empresa Beecork que produz colmeias de cortiça, patenteadas em Portugal. As características da colmeia – durabilidade, isolamento térmico – traduzem-se no bem-estar das colónias de abelhas e numa maior rentabilidade para o apicultor. Com financiamento europeu de 75%, a Beecork quer desenvolver colmeias com materiais compósitos/poliméricos, reforçando a sua competitividade no mercado.

REGIÃO DE LEIRIA

Esta região, parte do Centro, engloba vários municípios, sendo que o mais populoso é Leiria, o concelho com menor percentagem de população com mais de 65 anos.

 

Exemplos de iniciativas e projetos apoiados pela Europa

 

  • Olhando para a indústria da região e de forma a dinamizar a mesma, dando algum apoio a Pequenas e Médias Empresas (PMEs), foi aprovado o projeto D2IN- Double Degrees, criando a figura do estudante-embaixador, que já beneficiou de uma experiência internacional e que por isso trará mais know-how para as empresas. Este projeto não seria possível sem a ajuda da União Europeia, sendo que 50% do seu financiamento provém de fundos europeus. Numa região que engloba o concelho com menor percentagem de população envelhecida esta dinamização é fundamental para manter o interesse dos jovens e atrair ainda mais.

 

  • Com vista a acompanhar o crescimento da região, especialmente ao nível da indústria como acima mencionado, foram aprovados diversos projetos que não teriam lugar se não fosse o apoio dos fundos europeus. A título de exemplo temos a remodelação do edifício da central termoelétrica com Polivalência de Funções na área Cultural, Ciência e Atividades Culturais, um projeto financiado em 85% por fundos Europeus.

 

  • Quando olhamos aos apoios sociais, compreendemos que a União Europeia teve um grande papel, financiando vários projetos neste âmbito em mais de 50%: a Construção de uma Unidade de Saúde nas freguesias de Monte Real-Carvide; e as remodelações da Escola-Sede do Agrupamento de Escolas da Batalha e do Centro Escolar de Marrazes, os projetos de maior investimento na região. Isto tornou-se essencial para fazer face ao crescimento da população, por um lado no âmbito do acesso à educação, por outro no âmbito da saúde, duas áreas essenciais.

VISEU DÃO LAFÕES

A região de Viseu Dão Lafões é caracterizada geograficamente pelo planalto de Viseu, pelas diversas serras e pelos cursos de água que atravessam a região. A história e origens de muitas vilas e cidades desta região remontam a milénios. Viseu foi sempre uma vila importante, tendo sido sede de reino e sede de bispado. Dão, nome de rio e de região vinícola, tem sido alvo de diversos investimentos nas suas antigas vinhas, algumas com mais de 100 anos. Esta região é uma de transição, apresentando características do litoral mais desenvolvido e do interior mais envelhecido

 

Exemplos de iniciativas e projetos apoiados pela Europa

 

  • Com uma história de quase dois mil anos, a mais recente reabilitação nas termas de São Pedro do Sul faz parte da preservação histórica e patrimonial do edifício do balneário Romano, classificado como monumento nacional. Esta renovação foi comparticipada em 85% por fundos europeus. A anterior renovação do Balneário D. Afonso Henriques trouxe os mais modernos equipamentos e técnicas aos tratamentos para as doenças reumatológicas e das vias respiratórias.

 

  • A Ecopista do Dão tem mais de 48 km assentes no antigo ramal ferroviário do Dão. A ecopista tem sido desenvolvida desde 2007 e une três concelhos: Viseu, Tondela e Santa Comba Dão. O projeto rondou os 5 milhões de euros, tendo sido comparticipado por fundos europeus em 85%.

 

  • A reconversão da Casa das Bocas, um antigo solar em ruínas, em Viseu, em unidade de saúde familiar, aposta nos cuidados de saúde continuados à população e renova um edifício no centro histórico da cidade. O financiamento europeu é de 85%.

 

  • A empresa Pantest – testes rápidos de diagnóstico, utiliza a imunocromatografia para despistar doenças como Dengue, Hepatite A, malária e outras. Os testes rápidos podem ser realizados em qualquer lugar e sem laboratórios de apoio – uma mais valia em cenários de conflito ou de carência ou em regiões remotas. A produção dos testes rápidos foi comparticipada em 1.3 milhões de euros.

BEIRA BAIXA

A Beira Baixa é predominantemente rural e sofre os problemas habituais ligados à interioridade: envelhecimento populacional e desertificação. O seu índice de envelhecimento é o mais acentuado quando se comparam as suas áreas rurais e urbanas. Penamacor tem, no entanto, o maior índice de longevidade. Sendo uma região da raia, as tradições antigas perduraram e hoje tornam-se numa mais-valia para a região; disto é exemplo o Congresso de Medicina Tradicional em Penha Garcia e o crescente número de produtos tradicionais que são exportados pela região.

 

Exemplos de iniciativas e projetos apoiados pela Europa

 

  • O município de Idanha-a-Nova desenvolveu os projetos Recomeçar como incentivo ao desenvolvimento do concelho. Dentro destes, o Green Valley, com financiamento europeu de 680 mil euros, apoia empresas como a Sementes Vivas que desenvolve sementes em modo biológico e a partir de variedades tradicionais portuguesas.

 

  • Na divulgação, para os mercados internacionais, de produtos alimentares de excelência, o projeto Beira Baixa Foods alia empresários e produtores de mel, azeite e queijos para reforçar a competitividade das pequenas e médias empresas da região. O financiamento europeu é de 400 mil euros.

 

  • A águia-imperial-ibérica, da qual só existem 15 casais confirmados, voltou a nidificar em Portugal (Beira Baixa e Alentejo), em 2003, após 20 anos de ausência. O projeto LIFE Imperial, que recebeu um financiamento de 1.8 milhões de euros, desenvolve ações que levam à conservação da espécie a longo prazo; entre essas ações: favorecer as condições de nidificação, prevenir envenenamentos, alertar populações e autoridades para as boas práticas de conservação da águia-imperial-ibérica.

 

  • Em vários municípios da região ainda são muitas as carências ao nível de infraestruturas. O Hospital Amato Lusitano, em Castelo Branco, é disso exemplo, tendo recebido um financiamento de 85% para novos espaços para consultas externas e novos equipamentos como a ressonância magnética.

MÉDIO TEJO

O Médio Tejo caracteriza-se pelas suas paisagens rurais e florestais entrelaçadas com a passagem do Rio Tejo. A este, juntam-se mais quatro rios, fazendo com que este recurso seja um dos mais valiosos desta Região. No Médio Tejo encontramos também seis Castelos, o Convento de Cristo, o Santuário de Fátima, entre outros. É notória a diversidade de recursos que compõem esta região. No entanto verificou-se um decréscimo do PIB, assim como uma taxa muito baixa de despesa em I&D não atingindo a meta estabelecida pelo Portugal 2020.

 

Exemplos de iniciativas e projetos apoiados pela Europa

 

  • A requalificação do Convento de S. Domingos para a instalação do Museu Ibérico de Arqueologia e Arte conta com uma comparticipação de 85% de fundos europeus. O Convento restaurado vai albergar exposições temporárias e permanentes e coleções da arqueologia regional. Contribui para o conhecimento da história e cultura da região.

 

  • Sendo a água um dos recursos mais valiosos desta região, não é de estranhar que projetos relativos à avaliação da sua qualidade, proteção e reutilização estejam a ser postos em prática. É o que acontece com o VALORBIO, que conta com uma participação de EUR 124 895,90 dos fundos comunitários.

 

  • A nível paisagístico e social, encontramos o projeto Aquapolis- Parque Ribeirinho Abrantes: construção de um espaço de desporto e lazer junto ao Rio Tejo, recuperando as suas margens e construindo o açude de Abrantes, beneficiando de comparticipação de fundos europeus na ordem dos EUR 942 755,52, beneficiando a população e os turistas.

 

  • A requalificação do Rio Nabão, projeto denominado de Requalificação do Agroal, foca-se na otimização de recursos naturais, passando pela construção de um parque de estacionamento e requalificação de espaços exteriores. Este projeto foi cofinanciado por fundos europeus em EUR 1 194 984,72 e faz parte de um amplo conjunto de medidas que incitam o contacto com a natureza (Rede Natura 2020).

BEIRAS E SERRA DA ESTRELA

As Beiras e a Serra da Estrela são uma área marcada pela sua interioridade. Confinando com Espanha, é visível o carácter outrora defensivo da região nos numerosos castelos e fortificações. As atividades tradicionais eram a agricultura e pastoreio; a indústria dos lanifícios na Covilhã e a indústria mineira na Panasqueira. Os maiores polos urbanos são a Guarda, Covilhã e Castelo Branco. A fundação da Universidade da Beira Interior, em 1979, trouxe nova dinâmica à cidade da Covilhã, depois da decadência da sua indústria têxtil.

 

Exemplos de iniciativas e projetos apoiados pela Europa

 

  • As Aldeias de Portugal têm vindo a ser recuperadas desde 1994, com apoio de diversos fundos europeus. O projeto permitiu o rejuvenescimento das mesmas, apostando nas suas valências históricas, geográficas e regionais. Para o período de 2007-2013, o financiamento europeu foi de 85%.

 

  • Em linha com os objetivos da política regional para 2014-2020 – aumentar a competitividade das regiões através da inovação das Pequenas e Médias empresas (PME), o turismo e indústria têm muitos projetos financiados pela União Europeia: a Classic Belmonte shoes criou 25 postos de trabalho e pretende criar mais 50 através de 3 projetos aprovados num total de 172 mil euros; o Burel Manteigas Panorama Hotel, com um projeto comparticipado em 79%, alia as instalações turísticas à recuperação da tradição do fabrico do burel, um tecido em lã artesanal.

 

  • A requalificação das Escolas, medidas importantes para fomentar a igualdade de acesso ao ensino e às condições do mesmo, do Agrupamento de Escolas da Sé e das Escolas Afonso de Albuquerque (Município da Guarda), ambas financiadas a 85% por fundos europeus.

 

  • Ao nível do património, a requalificação de monumentos, em particular o castelo de Marialva e de Longroiva (município de Mêda) foi comparticipada por fundos europeus, num total de 389 mil EUR.

MAIS INFORMAÇÕES

  • Quadro de Referência Estratégica Nacional, http://qren.mediotejo.pt/
    * Esta informação foi produzida pelo Parlamento Europeu.

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